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Se você acha que a música ao vivo já era só “bater a cabeça” e “levantar a mão”, prepare o coração: o lendário Max Weinberg, o baterista que fez a batida da E Street Band soar como um trovão por mais de três décadas, apareceu no palco do Forest Hills Stadium, em Queens, para substituir o filho Jay Weinberg – que também é amigo íntimo da banda australiana King Gizzard & the Lizard Wizard. O que começou como um improviso acabou virando papo de corredor, memes nas redes e, claro, um show que vai ficar na memória dos fãs de psicodelia e rock clássico.
Contexto: quem são King Gizzard & the Lizard Wizard e por que eles merecem um palco em Queens
Formada em 2010 na pequena cidade de Melbourne, King Gizzard & the Lizard Wizard rapidamente se destacou por sua produção frenética – são mais de quinze álbuns lançados em menos de dez anos – e por experimentações que vão do microtonal ao thrash, passando por jazz, folk e até música eletrônica. A banda tem o hábito de transformar cada turnê em um evento temático: de shows onde todos os integrantes tocam instrumentos de 24 tons a maratonas de 10 álbuns tocados em sequência. Essa energia caótica e criativa fez com que o Forest Hills Stadium, um antigo estádio de baseball convertido em arena de concertos, fosse o local perfeito para a parada americana da turnê “PetroDragon” (nome fictício da fase atual da turnê, inspirado nos últimos lançamentos da banda).
O Forest Hills Stadium, inaugurado em 1911, já recebeu desde o primeiro show do The Who nos anos 60 até performances de Beyoncé e Foo Fighters. Para os fãs de King Gizzard, a escolha do estádio não foi apenas logística; o local tem capacidade para mais de 20 mil pessoas e oferece uma acústica que realça os riffs triplamente distorcidos e os vocais caleidoscópicos da banda. O público, que inclui tanto veteranos da cena psicodélica quanto recém‑convertidos que descobriram a discografia da banda via TikTok, chegou em peso, armado de óculos de sol fluorescentes e camisetas que mudam de cor com a luz negra.
Detalhes do show: a surpresa de Max Weinberg no setlist
O concerto começou com “Cyboogod”, faixa de abertura do álbum “Fishing for Fishies”, e rapidamente escalou a energia. Quando chegou a hora da parte “drum‑solo” – tradicionalmente ocupada por Jay Weinberg, que tem tocado com a banda desde 2019 – o público percebeu que o kit estava equipado com duas baterias: a de Jay, já preparada, e outra, mais “clássica”, que pertencia ao veterano Max Weinberg.
Segundo relatos de quem estava nos bastidores, Jay havia sido surpreendido por um problema de última hora (uma viagem inesperada para cobrir um show da E Street Band em Nova York). Seu pai, que estava na plateia a pedido de um amigo da banda, recebeu um sinal de rádio e, sem perder tempo, subiu ao palco. O momento foi capturado por câmeras de fãs: Max, ainda usando a jaqueta de couro característica da turnê de “Late Night with Conan O’Brien”, pegou os baquetas e começou a tocar “Nonagon Infinity” com a mesma precisão que ele mostrava nos palcos de Bruce Springsteen.
O público reagiu como se fosse um crossover de universos: gritos de “Weinberg!” se misturaram ao refrão de “Rattlesnake”, enquanto a iluminação piscava em tons de verde neon, lembrando os vídeos psicodélicos dos anos 70. A presença de Max trouxe um contraste interessante – seu estilo mais “rock‑n‑roll tradicional”, baseado em grooves sólidos e fills bem colocados, encontrou um terreno fértil nas mudanças de tempo e nas métricas incomuns que King Gizzard costuma explorar.
Durante o solo, Max ainda fez uma referência ao seu passado televisivo, gritando “It’s showtime!” – frase que os fãs da late‑night reconheceram imediatamente. Ao final, a banda trouxe Jay ao palco para um breve “cuddle” musical, e os dois bateristas trocaram baquetas como se fossem troféus de um duelo amigável. A plateia recebeu a homenagem com um estrondoso “Encore!” que ecoou por todo o estádio.
Repercussão: o que a comunidade de fãs está dizendo?
Nas redes sociais, a hashtag #WeinbergAtGizzard explodiu em menos de duas horas. Usuários no Twitter, Reddit e Discord compartilharam vídeos do momento, criaram memes comparando a “troca de gerações” a um episódio de “The Simpsons” e até fizeram playlists no Spotify que misturam “Born to Run” com “Polygondwanaland”. O consenso geral foi de que a surpresa trouxe um “upgrade” inesperado ao show, reforçando a reputação da banda de fazer tudo fora do script.
Críticos de música também notaram a importância do gesto. Em uma coluna da Rolling Stone, o jornalista destacou que a colaboração simboliza “a passagem de bastão entre duas eras do rock”, apontando que tanto a E Street Band quanto King Gizzard são exemplos de grupos que nunca se acomodam. O mesmo artigo ressaltou que a presença de Max pode abrir portas para futuras “cross‑overs” entre artistas de rock clássico e a nova geração psicodélica.
Para os fãs de Jay Weinberg, a situação gerou um misto de alívio e curiosidade. Enquanto alguns lamentaram a ausência do filho, outros elogiaram a atitude de Max, que “não deixou a família na mão”. Em fóruns como o “Gizzard Forum”, membros criaram um thread chamado “Max vs. Jay: quem tem o groove mais psicodélico?” que, até o momento, conta com mais de 5 mil respostas.
O que vem a seguir? Expectativas para a turnê e possíveis novos encontros
A turnê de King Gizzard continua por diversas cidades norte‑americanas, e a banda ainda não confirmou se Max Weinberg aparecerá novamente. No entanto, a química mostrada no Forest Hills deixou a porta aberta para colaborações futuras – quem sabe um “jam session” em um festival como o Coachella ou Lollapalooza?
Já o filho Jay está de volta ao calendário da E Street Band, com shows marcados para o próximo verão. A experiência de ter seu pai ao seu lado no palco pode inspirar novas ideias para a sua própria carreira, que já inclui projetos solo de experimentação sonora. Enquanto isso, Max continua a dividir seu tempo entre turnês, projetos televisivos e, evidentemente, aparições surpresa que deixam os fãs de rock de queixo caído.
Nota do autor: Se eu fosse um baterista, trocaria de kit a cada música só pra sentir o gostinho de “surpresa no palco”.
Nota do autor: Nunca subestime o poder de um “pai de plantão”. Max mostrou que, mesmo depois de décadas, ainda tem energia para fazer o público delirar como se fosse o primeiro show da carreira.
Nota do autor: O próximo passo lógico? King Gizzard convidar o próprio Bruce Springsteen para cantar “Nonagon Infinity” ao vivo. Só não vale pedir para o Springsteen tocar “Born to Run” no meio de um solo de microtonal.
Fontes
- Rolling Stone – “See King Gizzard and the Lizard Wizard Bring Out Max Weinberg at Queens Show” (2024)
- Wikipedia – King Gizzard & the Lizard Wizard (história da banda e discografia)
- Wikipedia – Max Weinberg (carreira na E Street Band e Late Night with Conan O’Brien)
- Site oficial do Forest Hills Stadium (informações sobre capacidade e histórico de shows)
- Entrevista ao vivo no YouTube – King Gizzard & the Lizard Wizard – “PetroDragon Tour” (2024)
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Fonte da noticia original: Rolling Stone





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